Espaçados versos simbolintegrados I


Sei bem do idealizar doce em sua mente 
Sempre que a sugestiva bala de canela
Dissolve em nossas bocas.

Duas metades;
A boca que dividiu a bala
A sede de juntá-las novamente.

Na corrida do viver
As mesmas rédeas;
Quando freia o cavalo 48,
sufoca o cavalo 52.

Quando a hora for, toca minha orelha;
Meu querer involuntário sempre toca a sua,
com os dedos e com palavras.

A tranquilidade do compreender
Semelhante ao momento em que
os sais do mar invadem os poros da pele.

De tanto pisar em pedra os pés ficam cascudos.

Lágrimas da chuva que escorrem no vidro
Memorável inspirativo movimento
Bonitamente embaçando o viver urbano.

O perfume dos cabelos
Costurado em meu olfato.

Respiro o presente como o pulmão beija o ar.

Está tatuado em tua fuga o porquê 
Ficas tu longe dos meus castanhos
Pois se cruzam os teus
Sabem achar o baú
Onde teimarei em estar guardado
No labirinto que é o teu ser.

Versando te lembro
O movimento vertical, descer do sol
De alguma forma, lembrará nós. 

Me desvencilhei do medo de ir
Se for, sei que imortal em ti ficarei
Nos simplórios aprendizados pra uma vida inteira.

Uma janela de infinitos dentes
O sorriso da consciência. 

Um comentário:

Aline Mariz disse...

tá lindo demais esse